Começo a voar, nesta folha em branco. Ao certo, ainda eu, sou uma folha em branco, já vi uns rabiscos no canto superior direito da folha. Claro está, está certíssimo já tenho quase 30 anos, é bom que já apareça alguma coisa, um risco, uma ruga. Pois é pessoal, atiro-me aqui, completamente aos vossos pés. Um desejo antigo de escrever e de partilhar o que me vai nesta alma. Não farei promessas, logo veremos, o que o céu nos reserva. Não esta muito vento, portanto a descolagem vai ser suave.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Far far away
Desculpem-me, mas hoje apetece-me dizer que é bem verdade.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
Introspecção
Ando nesta fase, como se tivesse acabado de nascer e não percebesse o mundo a minha volta. O meus olhos querem manter-se semi-cerrados, a minha boca não quer falar, não quero cheirar, tocar, ouvir. Não quero envolver-me, participar, conviver.
Mas o que é isto? É o que eu penso quando não consigo entender o porque das coisas, das reacções, das atitudes, das desilusões, dos emails, dos telefonemas.
Penso que é uma espécie de engano. ‘Oiça-lá você enganou-se na pessoa, no telefonema, na carta, no email, na porta, na rua. Não sou eu, ouviu, isso não é para mim, não é comigo que quer falar, escrever, cantar’. Não é. Mas não é.
O mundo insiste, insiste em repetir continuamente, os azares, as chatices, os aborrecimentos, as tretas. Gostava de dizer que eu não sou de cá, que este não é o meu mundo, que eu só vi a bola. Mas não dá, as pessoas vêm-me, o sol ilumina-me, o frio arrepia-me.
Mas quem são vocês?
sexta-feira, 23 de abril de 2010
quarta-feira, 10 de março de 2010
Ela!
Beijo danoso!
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
CRISTAL.
SINTO FALTA, DO TEU SORRISO, DAS TUAS PIADAS, DO TEU JEITO ATREVIDO, MAS ENFIM ... SINTO SAUDADES E VOU CONTINUAR ASSIM A SENTIR.
SE SOUBESSES O QUANTO TE AMO, NÃO ME DEIXARIAS. NÃO, NÃO, SE SOUBESSES O QUANTO ME FAZES FELIZ NÃO ME DEIXARIAS. SE SOUBESSES O QUANTO TE QUERO, NÃO ME DEIXARIAS. NÃO ME DEIXAVAS NÃO.
SE SOUBESSES QUE SÓ ME APETECE CHORAR A TODA HORA E A TODO O INSTANTE, SÓ PORQUE VI UMA FOTO TUA. IMAGINA SE TE VISSE AO VIVO E A CORES COMO ANTES, COMO ACONTECIA ANTES, QUANDO FICAVAS ALI AO MEU LADO, COMO SE FOSSEMOS DUAS OBRAS DE ARTE “MEANT TO BE TOGETHER”, IA CHORAR DE FELICIDADE.
SABES CONSTRUI UMA ESTRADA, COM PASSEIOS, MUITO BONITA, FEITA DE PEDRINHAS, TODAS UNIDAS UMAS AS OUTRAS, COMPÕEM UM CAMINHO LINDO, CONSTRUI PARA ANDARMOS OS DOIS DE MÃOS DADAS, SABES COMO É DE MÃOS DADAS PORQUE POSSO TROPEÇAR E TU IAS SEGURAR-ME COMO SEMPRE.
ENFIM, PENSEI QUE TE FAZIA FELIZ, QUE TE DAVA AQUILO QUE PRECISAVAS E MAIS UM POUQUINHO. QUE TE ILUMINAVA OS DIAS, QUE TE AQUECIA O CORAÇÃO,QUE TE FAZIA RIR, QUE TE CUIDAVA, QUE TE AMAVA, SE SOUBESSES O QUANTO ...
MAS DEIXA-LÁ, SE SOUBESSES DISSO TUDO NÃO ME DEIXAVAS.
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Ironic
Retirado do http://econocult.blogspot.com/?expref=next-blog
Vou começar pelo fim, pela parte do não dá para ser esperto sempre e não dá para ser experiente sempre. Não consigo ler isto sem me rir da ironia que a vida é.
Gente, quero que pensem, num casal que é aquilo que vocês consideram o casal perfeito, o amor perfeito. Depois pensem no segundo casal da mesma forma e num terceiro casal. Ok eu paro por aqui, porque apartir do 3º eu já não conheço mais. E agora fica no ar a dúvida, serei eu que conheço pouca gente ou é mesmo difícil encontrar este género de parelhas. Vou arriscar, é difícil.
No entanto hesitamos perante o dito amor, hesitamos perante a entrega, sim a maior parte de nos hesita, pelos mais variados motivos, filhos de relacionamentos anteriores, pais, religião, distância, implicância, medo de arriscar de sofrer, de errar... continua
Beijo na testa.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
E aí vêm mais um.
E no fim de contas o que prevalece são as PESSOAS;
As pessoas com quem nos cruzamos, aquelas que já não sabemos delas há muito, aquelas que queriamos ao nosso lado. As que ganhamos e criamos um laço, as que perdemos e nos deixaram uma marca insubstituivél. Aquelas a quem demos a mão, um abraço, um beijo, aquelas a quem seguramos para que não se percam, não se magoem. Aquelas que fazem isso por nós.
Hoje penso nos meses que passaram e dou-me por feliz, foi um ano conturbado meus amigos, mas muito feliz, tomei decisões doidas e equilibradas, arrisquei o meu pescoço, a minha honra, os meus valores, sempre no sentido de fazer o que esta certo. E não me arrependo. O que não quer dizer que não tenha falhado também, nos momentos eu que eu precisava de ser forte e não fui, quando alguém precisava do meu colo, da minha atenção, do meu amor e eu não estava lá. Sou humana, somos humanos, no nosso íntimo tentamos fazer o que podemos.
Este ano dou-me por feliz por ter a companhia de 3 pestinhas, que me alegram todos os dias, dão cabo da paciência desta tia que esta a ficar cota, mas que com um “ tia eu te amo muito” fazem esquecer qualquer dor. Feliz por estar junto de parte da minha familía. Por ter conhecido pessoas que foram muito mais que colegas de trabalho, foram pais, irmãos, amigos. Com quem ri, com quem chorei, com quem partilhei momentos inacreditáveis. Por ter paz, amor e por não ter perdido a esperança e a fé nas pessoas que me rodeiam.
Contas aos sonhos realizados, as desilusões, as lágrimas, ao riso. Contas aos momentos mágicos, a adrenalina. A vida.
Com o passar dos anos, acabamos por mudar, por dar valor a outras coisas, arrependemo-nos de escolhas, felicitamo-nos por escolhas mais acertadas, identificamo-nos como heróis de nós próprios, quando fazemos conquistas individuais. No fim de contas a maior parte de nós fomos heróis de nós prórios, lutamos sozinhos e acompanhados, mas lutamos. Somos heróis.
E como heróis, pousaremos a nossa espada e escudo no final deste ano, e recebemos o próximo ano com fé de que faremos o possível por dar graças, ao facto de sermos quem somos e de termos mais soldados ao nosso lado que nos acompanharão nas lutas diárias.
E é com um sorriso nos lábios, a olhar para uma linda praia de uma baia azul, que vós desejo o melhor que a vida têm e que a humildade, a gratidão, a fé, saúde, a riqueza e o amor próprio e pelo próximo seja uma constante nas nossas vidas.
Um beijo.
( hã e Boas Festas.... pelo corpo todo hahahahaaha)
domingo, 18 de outubro de 2009
Podes beijar-me.
O teu olhar percorre o meio do meu peito, enquanto debitas um discurso formal, tentas desviar o olhar pois adivinhas-te os meus seios por entre o decote discreto. Movo-me tentando ajudar-te a concentrar no que digo. É importante, mas tu voltas a fixar o movimento dos meus lábios. Que faço contigo? Paro de falar e instala-se um silêncio, sorrio com o teu embaraço, pois percebes que eu percebi, que já me levaste dali para os teus lençóis, que na tua cabeça, já percorreste os meus lábios, com os teus dedos, com a tua língua, com a tua pele. Que os beijas lentamente, saboreias cada centímetro, paras e voltas de novo, para te satisfazeres uma e outra vez. Já os mordiscaste até eu sentir dor, magoas-me com a tua sede de desejo por eles. Admirá-los como se o melhor de mim se concentra-se ali, nos meus lábios, estes que querias que fossem só teus.
Podes beijar-me sempre e muito.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Rascunho
Longe vão os tempos em que a contemplação, não passava disso mesmo.
Agora invejo-me ao olhar para atrás, esse passado que me tortura com alegres lembranças. Esse passado que não constitui um futuro igual, sempre diferente cada minuto cada instante.
Fujo de mim, procuro abrigo longe do passado e do futuro, o frio gela os movimentos mais rápidos, mas continuo a fugir, na esperança... sim na esperança vã ou não de conseguir.
Ando numa procura insaciável de sentimentos vivos como os quadros dos iluministas. Estariam eles também a procura da mesma coisa... não sei.
As vezes ponho-me a pensar que procuro eu, nos olhos dos outros. Sim no fundo das suas almas, que procuro eu? Consolo? Irrita-me saber que vivo em busca de,... bem seja do que for.
Gosto da satisfação que me dá ver nascer outro dia, sentir a frescura da manhã através das cores do céu, quando o sol começa a nascer. Sinto-me a nascer de novo como uma flor que se levanta para receber o seu amo, o sol.
Gosto também de tocar na água, sim sentir a sua textura, olhar para ela, deslumbrar-me seja na imensidão do mar ou mesmo de uma gota. É linda a água, é perfeita, não tem comparação com nada.
Vai-se lá compreender essa minha paixão pelas arestas da vida, a minha visão do que é, ou aparenta ser. Vai-se lá saber, porque sou assim. Não sei, sim, não sei, talvez não queira mesmo saber.
Texto escrito em 1996, num pequeno papel de um bloco de notas, uma folha já velha que me acompanha estes anos todos.
Beijo com sabor a lembrança.
sábado, 8 de agosto de 2009
NOT PERFECT
Existe a hora perfeita do dia, o minuto perfeito, o momento perfeito. Num dia que pode ter corrido mal, existiu o momento perfeito e muitas vezes este passa-nos ao lado.
O momento perfeito é aquele em que o tempo pára, a nossa respiração pára, o mundo pára. É muito curto o momento perfeito, pode durar uns segundos, no máximo, um a dois minutos. Pode ser um abraço, pode ser um beijo, pode ser uma mão agarrada a outra, pode ser uma palavra, um grito, um encontrão, um adeus. É sempre algo que nos faz parar, parar a nós próprios.
O momento perfeito é um prazer, como quando inalamos um bom perfume pela primeira vez. Cheira a novidade, a passado, a presente, a futuro.
O momento perfeito carrega consigo a essência da vida, por isso é que sabe tão bem, por isso é que ...
P.S - Fica assim imperfeito, inacabado, eu voltarei para o terminar.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Cartão vermelho
Fiquei com as lágrimas a quererem aparecer, incrédula com o tamanho da dor. Sentada a beira da escada analisei o meu percurso. Andei o dia todo longe de mim. Pela manhã ao atravessar a rua, a pensar não sei no quê quase que era atropelada.
Passei o resto do dia a pensar nos ses. E se eu tivesse mesmo sido atropelada o que seria de mim, quem me seguraria, quem me trataria, quem limparia as lágrimas. Provavelmente eu mesma. Não por faltar quem o fizesse, mas porque seria assim.
Depois comecei a pensar e se em vez de um simples acidente eu desaparece-se assim, num minuto. Deixasse este mundo, que seria de mim?. Bem de mim não sei mesmo, mas o que seria dos meus, daqueles a quem faço falta, daqueles que me têm como deles, daqueles a quem toquei. Pensei em ti, no meio de tanta gente pensei em ti, e comecei a chorar porque lembrei-me que já não poderia ter-te no meu colo e os teus cabelos acariciar. No fundo pensei em mim na falta que me farias.
Há dias que mais vale nem falar.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Viaja-me
Eu que a teu lado estive numa praia, num dia de sol em Copacabana. Eu uma estranha a quem deste a mão e travaste o meu corpo num tango em Buenos Aires. Eu que atravessei o Champ Elysees, para sentir o teu perfume ao ver-te passar do outro lado.
Que de uma gôndola te disse adeus, por entre as ruas aguadas de Veneza. Eu que te atirei um beijo por entre as cerejeiras em flor num Japão distante.
Eu que roubei a palhinha do teu coco, em plena Riviera Maya. Eu que senti o sol crepitante a uns metros das pirâmides. Eu que nadei a teu lado nos lagos gelados da Patagónia. Em Campos de Jordão te atirei neve. E me vesti de flores em plena noite de lua cheia numa praia no Hawai.
Eu que desci sem fé o kilimanjaro, eu que olhei para ti do cimo do Burj Al Rab. Caí de uma cascata numa verdejante Nova Zelândia. Eu que lancei um boomerang para lá da Uluru.
Que de joelhos no deserto Sahara ouvi o silêncio da vida. Em Las Vegas, inebriada por com um copo de rum com gelo, casei contigo dentro de um Cadillac azul navy.
Que contigo rezei num ashram, cada um ao seu Deus. Que saboreei o chá de menta numa tenda perdida a sul de Hammamet.
Tu que partilhaste um charuto, numa Havana vestida de nova durante a noite. Eu que te deixei ver massajarem-me o corpo, num quartinho de uma Tailândia perfeita.
Eu que te pisquei o olho numa das ruas vermelhas de Amesterdão. Tomei o nosso café encostada a uma esquina na Quinta Avenida.
Aconcheguei–te em peles numa cama de gelo, na Islândia. Que te dei a provar o manjar dos deuses em Koh Samui.
Eu viajante, que sacudo dos pés a poeira que trago de outras terras, de outros tempos. Eu que me rendo aos teus encantos, vida após vida, alma após alma. Declaro que foste a mais curta viagem, mas a mais bela delas todas.
Eu que dos teus lábios atravessei o teu queixo, para te beijar o pescoço, eu que escorreguei para te sussurrar ao ouvido, eu que percorri com fome o teu peito e deslizei pelo teu corpo. Que dos teus olhos perdi-me, que das tuas mãos quis que me deixasses marcas de passagem como num mapa.
Eu que descobri caminhos em ti suspiro e digo que foste a mais curta viagem, mas a mais bela delas todas.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Melodia
Há algo na tua voz que me dá alento, que afasta o medo, a solidão, a dor.
A tua voz que é tua, que faz de ti um poema.
Sim és um poema, com traços de canela, com sabor a pimenta e suave como chocolate.
A tua voz faz de ti, alimento para a minha alma, que não consegue levantar as asas.
Quando a oiço, fecho os olhos e respiro fundo como se pudesse suster no ar, o som da tua voz. Rodopio sobre mim mesma, como se uma brisa me fizesse girar, o ar transforma-se numa leve cama de pétalas, o som os lençóis de seda.
A tua voz transforma-se em ti, envolve-me, abraça-me e marca-me. Despe-me, fico nua, fico eu.
O meu coração gosta da tua voz, a minha alma precisa da tua voz, o meu corpo ama a tua voz.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Velas
Hoje quero o melhor.Quero a ti. A ti para me mimar.
Para me acordares com um beijo, despires-me e fazeres amor comigo. Dares-me banho como só tu sabes. Escolheres a minha roupa, comigo sentada em cima da cama a torcer o nariz.
Vamos tomar o pequeno –almoço naquele sítio que eu adoro, com vista para o mar. Vamos passear de mãos dadas pelas montras, hoje quero comprar o mundo.
A hora do almoço, quero comer massa, com um bom vinho tinto. Quero me dês de comer na boca, que me mordisques os lábios.
Vamos dormir a sesta, bem agarradinhos, como se o mundo fosse acabar hoje.
Vamos a um Spa fazer uma massagem os dois, daquelas para casais. Num ambiente de velas e cheiros únicos, quero sentir a minha alma abraçar a tua.
Ao jantar, quero rosas a decorar a nossa mesa. Vou vestir o meu vestido preto aberto nas costas, vou colocar aquele colar que eu tanto gosto. Vai ser um jantar delicioso.
Depois do jantar, vamos dançar num daqueles clubes, onde param as gajas da vida, eu vou ser a tua gaja esta noite.
Vamos prá casa, quero tirar o vestido devagarinho, quero te mostrar o que trago escondido. Quero apagar a vela, com o bolo de chocolate e muito champanhe, quero unir-me a ti até de manhã.
Hoje faço anos e quero o meu presente. TU.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Para ti com amor
“Saudades são lembranças dos momentos que vivi, são saudades que aumentam cada vez que penso em ti”
Escrevo-te do aeroporto talvez para fechar o ciclo. Estou já com saudades do que chegamos a ser, mas a razão diz-me que não é certo sentir saudades tuas, que saudades só devíamos sentir do que temos mas está distante, eu não te tenho.
Sinto-me a morrer por dentro, por gostar tanto de ti, chego a querer chorar horas seguidas e de repente dou por mim sem lágrimas, tal é o inconformismo que sinto.
Chego a gostar de tudo em ti, parece incrível, mas é verdade. Cheguei a perder o medo, porque senti que querias estar a meu lado e eu disposta a abdicar do que era possível, porque o que interessava era ser feliz, fazer-te feliz mesmo sabendo as dificuldades, tudo seria mais fácil de lidar, só por puder estar a teu lado. Viver com condições próprias da tua situação, não interessava bastava saber que no fim eu tinha um lugar. Que tu não irias largar a minha mão.
Mas largaste, e eu tenho de viver com isso, com o facto de o melhor para ti ser o que escolheste. E tu podes argumentar que não é o melhor, mas é, porque senão o que estas tu a fazer a tua vida. Não vou questionar o que é melhor para ti, eu tinha aceitado que o melhor para mim eras tu, mas são preciso dois para dançar tango.
Queria te dizer que compreendo, mas não compreendo. Custa-me compreender isso, custa-me saber que preferes viver assim se realmente não é isso que queres, e se assim é, concluo que é isso que te faz feliz e na verdade eu não entro na equação. Presunção minha achar que podia mudar assim a tua vida. Queria lutar por ti, queria provar que é comigo que devias ficar, que eu te faria feliz, juro que sim, mas não consigo, porque sei que não é isso que queres.
Como já te disse vou respeitar, provavelmente nunca mais vou falar nisto. Para mim acabou, e para nosso bem não vou alimentar o surgimento de mais alguma coisa. Vou respeitar a tua vida, as tuas escolhas e vou querer o direito de não fazer parte dela.
Espero sinceramente que respeites a minha decisão, não é o que eu quero, mas é o que eu tenho de fazer. Viver de falsas esperanças destrói.
Janeiro 2009
(não sei de quem é a frase)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Private flight
A big little kiss in your neck.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Muda.
terça-feira, 24 de março de 2009
Experiência 1 2 3
Já se tentou algo gelado, quente e apimentado...não ficamos satisfeitos, voltamos a repetir pela mesma ordem, é tão bom quando se repete algo bom não é?
;)
Beijo com sabor a bilhete na mão.
sábado, 21 de março de 2009
Lilás
Num ritmo que me prepara para a noite, tomo o meu banho. A água recebe uma mistura de aromas, menta, canela, rosa, o meu olfacto dispara, cola-se a minha pele a mistura destes aromas e a maciez da água. Salto do banho para o quarto não posso demorar neste ritual, lanço no corpo uma nuvem de óleo, quero ser seda esta noite.
O vestido já esta preparado, lilás da cor do meu perfume. Desliza e assenta como uma segunda pele. Os saltos altos, adequados confortáveis, final perfeito das minhas pernas.
O meu cabelo ora rebelde, agora domado descai caracóis pelo pescoço e ombros, fica assim. Não esqueço os brincos, pequenos brilhantes e as pulseiras.
Não me maquilho muito, apenas o preto habitual nos olhos e o brilho nos lábios, não preciso de mais. Estou pronta.
Chego e ele já lá esta, ele e uma multidão aos gritos. Atravesso a sala, a multidão afasta-se o meu lugar é mesmo a sua frente. Sento-me servem-me champanhe e ele começa.
Faz muito tempo que eu, venho a bater na porta do teu coração mas tu, finges que não estas a ouvir, miúda tu não queres abrir. Se ao menos tu desses conta, de todas as vezes que eu faço uma insinuação, que tu, és a mulher para mim, a flor mais bela do jardim. Pois eu estou morrendo de paixão. Não quero cair na ilusão, dá-me a tua mão, tu és solução. Não diz que não...
Fez me sorrir preparou-se bem, tou a ver que não vou ter saída. Ele olha para multidão e grita:
Ela é gatuna. Esta a roubar meu coração. Entra na minha mente sem autorização. Rouba milhões de beijos. Rouba milhões de amassos. Não dá tempo sequer pra eu me defender.
Fico sem jeito, tenho a sensação que ele não esta feliz e a multidão solidariza-se com a dor dele. E cantam juntos:
Mas onde é que eu estava com a cabeça. Quando disse que não quero mais, onde é que eu estava com a cabeça. Quando disse que não te amava mais. Mas onde é que eu estava com a cabeça. Quando eu disse vá, me deixa em paz. Se dor matasse, baby, já estava morto? Eu já estava morto? Só de saber que já, não sou eu quem beija tua boca. Te ama até de manhã ou até te deixa louca.
Baixo a cabeça, resigno-me a sinceridade de todas aquelas palavras, vêm as lágrimas aos olhos e decido sair dali. Levanto-me, viro-lhe as costas e ele grita:
Não vou aguentar, ficar longe de ti. Não vou conseguir, pois eu fui feito só pra ti. Não vou nem tentar, pois a solidão me vai tomar. Não vai embora, faz de mim o que tu quiseres...
Ficas?
A multidão grita fica fica fica… E eu fico.
Uma noite especial, com um cantor muito mas muito sensual, Anselmo Ralph (recomendo), estou rendida a uma voz que arrepia, a um rebolado que nem consigo comentar. Sabem aquele sorriso que vai de Nova York a Los Angeles foi assim que eu fiquei.
Beijo com sabor a estrelas.
terça-feira, 17 de março de 2009
Gira, gira o pião, faz sorrir o meu coração!
Ok já curti o suficiente. Vou vos contar, que adoro finais felizes. Não é que primeiro se separaram e agora voltam a tentar. Estou a torcer para que fiquem juntos. É pá, já basta tanta desgraça por aí.
Eu sou assim fico feliz com a alegria dos outros, bato palmas e tudo, dou pulinhos também, alias e agora podem gozar eu inventei a minha dança da alegria, quem já me viu a dançar diz que até faço sorrir quem não tem dentes. A kiki e a Lili são testemunhas, é mesmo a parvoeira dance.
Quando alguém encontra o amor, celebra o amor, conquista o amor, devemos nos juntar a festa e fazer um festival, não é verdade Luís.
Eu sou assim sempre pronta para celebrar tudo o que nos faz feliz. Da tristeza quero apenas a parte em depois das lágrimas começo a sorrir.
Hoje levanto uma taça de espumante, a celebrar a felicidade de todos os que me rodeam, a fazer figas para que tudo corra bem, para que vivam o máximo. Porque por mais positivos que sejamos temos os nossos dias de dor, se não podemos festejar a nossa alegria, sejamos inteligentes e curtimos a dos outros. Tenho dito.
Beijo daqueles