sexta-feira, 20 de maio de 2011

"Tout ça m'est bien égal!"


Voltei, e voltei muito f* da vida ok. Como não posso falar, ainda vão achar-me , neurótica e tudo mais o que define o estado de um louco. Escrevo, escrevo que pelo menos aí não me lixam.
Hoje acordei com vontade de estrangular, apeteceu-me acender uma cigarrilha (eu que nem sequer fumo) beber um trago de whisky, sentada na varanda. Ainda de robe, ainda despenteada, com as unhas pintadas de vermelho e com o baton que acabei de pôr, igualmente rouge.
Não me apetece ir a lado nenhum, apetece-me ouvir Edith Piaf hoje sinto-me amiga dela, eu e ela unha e carne. “Non... rien de rien... Non... je ne regrette rien, ni le bien qu'on ma fait, ni le mal - tout ça m'est bien égal!”O som da sua melodia arrepia-me, sinto-me boémia. Queria estar a ver a Torre Eiffel, estar em Paris e sentir os perfumes dos apressados nas suas ruas.
Apetece-me praguejar, mandar dar uma curva, matar a insatisfação em mim. Esta manhã sinto-me deliciosamente cruel.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Não escrevo, logo amo.

Deicontaquenãoescrevohámuitotempoeentãodecidi,refletirsobreisso.
Echegueiaseguinteconclusão:oamor,simoamorimpede-medeescrever.
Mantêm-meocupada,distraída,longe,comasmãosatadas,opensamentopreso.
Oamorfezaminhaescritadeprisioneira.Pergunta:oquemefaráoódio?

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Did you miss me, don´t worry the bitch is back!

A vida muda, a cada instante, pensei que eu não ia mudar, mas afinal o tempo não perdoa,

é

impossível não mudar, quando vivemos mais, quando o conhecimento e a experiência

arranjam espaço em nós, nos mudamos.


Mudei e estou de volta.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Far far away

E relações a distância... são uma merda.

Desculpem-me, mas hoje apetece-me dizer que é bem verdade.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Introspecção

O que é isto? Mas o que é isto?
Ando nesta fase, como se tivesse acabado de nascer e não percebesse o mundo a minha volta. O meus olhos querem manter-se semi-cerrados, a minha boca não quer falar, não quero cheirar, tocar, ouvir. Não quero envolver-me, participar, conviver.
Mas o que é isto? É o que eu penso quando não consigo entender o porque das coisas, das reacções, das atitudes, das desilusões, dos emails, dos telefonemas.
Penso que é uma espécie de engano. ‘Oiça-lá você enganou-se na pessoa, no telefonema, na carta, no email, na porta, na rua. Não sou eu, ouviu, isso não é para mim, não é comigo que quer falar, escrever, cantar’. Não é. Mas não é.
O mundo insiste, insiste em repetir continuamente, os azares, as chatices, os aborrecimentos, as tretas. Gostava de dizer que eu não sou de cá, que este não é o meu mundo, que eu só vi a bola. Mas não dá, as pessoas vêm-me, o sol ilumina-me, o frio arrepia-me.

Mas quem são vocês?
Que querem de mim?
Eu não sou de cá, eu só vim a bola.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ela!

Quando ouves uma voz parecida com a minha sentes um frio na espinha, quando pensas que me vistes, olhas várias vezes para confirmar se não sou mesmo eu. Procuras-me na noite em qualquer saída, numa galeria de arte, numa livraria, num café a beira-mar, ainda fazes isso?



Beijo danoso!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CRISTAL.

NUNCA DEI CONTA, MAS AFINAL ÉS TIPO UM SER PODEROSO, E TAL, QUE ME DEIXA SEM CHÃO, SEM NORTE, SEM VIDA.
SINTO FALTA, DO TEU SORRISO, DAS TUAS PIADAS, DO TEU JEITO ATREVIDO, MAS ENFIM ... SINTO SAUDADES E VOU CONTINUAR ASSIM A SENTIR.
SE SOUBESSES O QUANTO TE AMO, NÃO ME DEIXARIAS. NÃO, NÃO, SE SOUBESSES O QUANTO ME FAZES FELIZ NÃO ME DEIXARIAS. SE SOUBESSES O QUANTO TE QUERO, NÃO ME DEIXARIAS. NÃO ME DEIXAVAS NÃO.
SE SOUBESSES QUE SÓ ME APETECE CHORAR A TODA HORA E A TODO O INSTANTE, SÓ PORQUE VI UMA FOTO TUA. IMAGINA SE TE VISSE AO VIVO E A CORES COMO ANTES, COMO ACONTECIA ANTES, QUANDO FICAVAS ALI AO MEU LADO, COMO SE FOSSEMOS DUAS OBRAS DE ARTE “MEANT TO BE TOGETHER”, IA CHORAR DE FELICIDADE.
SABES CONSTRUI UMA ESTRADA, COM PASSEIOS, MUITO BONITA, FEITA DE PEDRINHAS, TODAS UNIDAS UMAS AS OUTRAS, COMPÕEM UM CAMINHO LINDO, CONSTRUI PARA ANDARMOS OS DOIS DE MÃOS DADAS, SABES COMO É DE MÃOS DADAS PORQUE POSSO TROPEÇAR E TU IAS SEGURAR-ME COMO SEMPRE.
ENFIM, PENSEI QUE TE FAZIA FELIZ, QUE TE DAVA AQUILO QUE PRECISAVAS E MAIS UM POUQUINHO. QUE TE ILUMINAVA OS DIAS, QUE TE AQUECIA O CORAÇÃO,QUE TE FAZIA RIR, QUE TE CUIDAVA, QUE TE AMAVA, SE SOUBESSES O QUANTO ...

MAS DEIXA-LÁ, SE SOUBESSES DISSO TUDO NÃO ME DEIXAVAS.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Ironic

"No amor, em algum momento, você terá que ser ingénuo e acreditar. Terá que largar uma vida, refazer sua vida. Terá que abandonar a filosofia pessimista, a inteligência solteira do botequim e se declarar apaixonado. Terá que ser incoerente, contradizer fundamentos inegociáveis. Terá que rasgar a certidão negativa, a protecção bancária, os manifestos de aversão ao casamento e filhos. Não dá para ser esperto sempre. Não dá para ser experiente sempre.”

Retirado do http://econocult.blogspot.com/?expref=next-blog

Vou começar pelo fim, pela parte do não dá para ser esperto sempre e não dá para ser experiente sempre. Não consigo ler isto sem me rir da ironia que a vida é.
Gente, quero que pensem, num casal que é aquilo que vocês consideram o casal perfeito, o amor perfeito. Depois pensem no segundo casal da mesma forma e num terceiro casal. Ok eu paro por aqui, porque apartir do 3º eu já não conheço mais. E agora fica no ar a dúvida, serei eu que conheço pouca gente ou é mesmo difícil encontrar este género de parelhas. Vou arriscar, é difícil.
No entanto hesitamos perante o dito amor, hesitamos perante a entrega, sim a maior parte de nos hesita, pelos mais variados motivos, filhos de relacionamentos anteriores, pais, religião, distância, implicância, medo de arriscar de sofrer, de errar... continua




Beijo na testa.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

E aí vêm mais um.

É chegado mais um final de ano, pois é meus amigos esta perto, e mais uma vez eu começo a fazer contas a vida, é inevitável, penso que a maior parte de nós faz isso. A contabilidade do ano. As coisas que nos aconteceram, as que nós fizemos acontecer e aquelas que nos passaram ao lado.
E no fim de contas o que prevalece são as PESSOAS;
As pessoas com quem nos cruzamos, aquelas que já não sabemos delas há muito, aquelas que queriamos ao nosso lado. As que ganhamos e criamos um laço, as que perdemos e nos deixaram uma marca insubstituivél. Aquelas a quem demos a mão, um abraço, um beijo, aquelas a quem seguramos para que não se percam, não se magoem. Aquelas que fazem isso por nós.
Hoje penso nos meses que passaram e dou-me por feliz, foi um ano conturbado meus amigos, mas muito feliz, tomei decisões doidas e equilibradas, arrisquei o meu pescoço, a minha honra, os meus valores, sempre no sentido de fazer o que esta certo. E não me arrependo. O que não quer dizer que não tenha falhado também, nos momentos eu que eu precisava de ser forte e não fui, quando alguém precisava do meu colo, da minha atenção, do meu amor e eu não estava lá. Sou humana, somos humanos, no nosso íntimo tentamos fazer o que podemos.
Este ano dou-me por feliz por ter a companhia de 3 pestinhas, que me alegram todos os dias, dão cabo da paciência desta tia que esta a ficar cota, mas que com um “ tia eu te amo muito” fazem esquecer qualquer dor. Feliz por estar junto de parte da minha familía. Por ter conhecido pessoas que foram muito mais que colegas de trabalho, foram pais, irmãos, amigos. Com quem ri, com quem chorei, com quem partilhei momentos inacreditáveis. Por ter paz, amor e por não ter perdido a esperança e a fé nas pessoas que me rodeiam.

Contas aos sonhos realizados, as desilusões, as lágrimas, ao riso. Contas aos momentos mágicos, a adrenalina. A vida.
Com o passar dos anos, acabamos por mudar, por dar valor a outras coisas, arrependemo-nos de escolhas, felicitamo-nos por escolhas mais acertadas, identificamo-nos como heróis de nós próprios, quando fazemos conquistas individuais. No fim de contas a maior parte de nós fomos heróis de nós prórios, lutamos sozinhos e acompanhados, mas lutamos. Somos heróis.

E como heróis, pousaremos a nossa espada e escudo no final deste ano, e recebemos o próximo ano com fé de que faremos o possível por dar graças, ao facto de sermos quem somos e de termos mais soldados ao nosso lado que nos acompanharão nas lutas diárias.
E é com um sorriso nos lábios, a olhar para uma linda praia de uma baia azul, que vós desejo o melhor que a vida têm e que a humildade, a gratidão, a fé, saúde, a riqueza e o amor próprio e pelo próximo seja uma constante nas nossas vidas.

Um beijo.
( hã e Boas Festas.... pelo corpo todo hahahahaaha)

domingo, 18 de outubro de 2009

Podes beijar-me.


Olhas para mim pela primeira vez e o meu ser estremece ao perceber que queres beijar os meus lábios, eu sei. Sei que assim que me viste sentiste esse desejo. Sei que afastas o olhar a procura de algo mais bonito para ver, e encontras os meus olhos. Mordes a língua contrariado, depois dos meus lábios, só mesmo os meus olhos podiam ser mais atraentes. E aí afastas o olhar, percorres a minha face e paras entre a linha que une o meu pescoço e os ombros, sentiste um aperto, dói-te não poderes passar os dedos por ali, amaciar as tuas mãos com o pouco de mim que deixo aparecer.
O teu olhar percorre o meio do meu peito, enquanto debitas um discurso formal, tentas desviar o olhar pois adivinhas-te os meus seios por entre o decote discreto. Movo-me tentando ajudar-te a concentrar no que digo. É importante, mas tu voltas a fixar o movimento dos meus lábios. Que faço contigo? Paro de falar e instala-se um silêncio, sorrio com o teu embaraço, pois percebes que eu percebi, que já me levaste dali para os teus lençóis, que na tua cabeça, já percorreste os meus lábios, com os teus dedos, com a tua língua, com a tua pele. Que os beijas lentamente, saboreias cada centímetro, paras e voltas de novo, para te satisfazeres uma e outra vez. Já os mordiscaste até eu sentir dor, magoas-me com a tua sede de desejo por eles. Admirá-los como se o melhor de mim se concentra-se ali, nos meus lábios, estes que querias que fossem só teus.


Podes beijar-me sempre e muito.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Rascunho

Transfiro-me para as alturas e olho para baixo.
Longe vão os tempos em que a contemplação, não passava disso mesmo.
Agora invejo-me ao olhar para atrás, esse passado que me tortura com alegres lembranças. Esse passado que não constitui um futuro igual, sempre diferente cada minuto cada instante.
Fujo de mim, procuro abrigo longe do passado e do futuro, o frio gela os movimentos mais rápidos, mas continuo a fugir, na esperança... sim na esperança vã ou não de conseguir.
Ando numa procura insaciável de sentimentos vivos como os quadros dos iluministas. Estariam eles também a procura da mesma coisa... não sei.
As vezes ponho-me a pensar que procuro eu, nos olhos dos outros. Sim no fundo das suas almas, que procuro eu? Consolo? Irrita-me saber que vivo em busca de,... bem seja do que for.
Gosto da satisfação que me dá ver nascer outro dia, sentir a frescura da manhã através das cores do céu, quando o sol começa a nascer. Sinto-me a nascer de novo como uma flor que se levanta para receber o seu amo, o sol.
Gosto também de tocar na água, sim sentir a sua textura, olhar para ela, deslumbrar-me seja na imensidão do mar ou mesmo de uma gota. É linda a água, é perfeita, não tem comparação com nada.
Vai-se lá compreender essa minha paixão pelas arestas da vida, a minha visão do que é, ou aparenta ser. Vai-se lá saber, porque sou assim. Não sei, sim, não sei, talvez não queira mesmo saber.



Texto escrito em 1996, num pequeno papel de um bloco de notas, uma folha já velha que me acompanha estes anos todos.

Beijo com sabor a lembrança.

sábado, 8 de agosto de 2009

NOT PERFECT

Há um encontro perfeito em tudo, o equilíbrio das coisas. Entre o mau das coisas e o bom das coisas, existe um ponto perfeito.
Existe a hora perfeita do dia, o minuto perfeito, o momento perfeito. Num dia que pode ter corrido mal, existiu o momento perfeito e muitas vezes este passa-nos ao lado.
O momento perfeito é aquele em que o tempo pára, a nossa respiração pára, o mundo pára. É muito curto o momento perfeito, pode durar uns segundos, no máximo, um a dois minutos. Pode ser um abraço, pode ser um beijo, pode ser uma mão agarrada a outra, pode ser uma palavra, um grito, um encontrão, um adeus. É sempre algo que nos faz parar, parar a nós próprios.
O momento perfeito é um prazer, como quando inalamos um bom perfume pela primeira vez. Cheira a novidade, a passado, a presente, a futuro.
O momento perfeito carrega consigo a essência da vida, por isso é que sabe tão bem, por isso é que ...



P.S - Fica assim imperfeito, inacabado, eu voltarei para o terminar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cartão vermelho

Hoje escorreguei e bati com o braço numa porta de tal maneira, que a dor me fez cair. Fiquei de joelhos, rendida a dor. Agarrada à ferida aberta que pouco sangrou, mas que se tornará numa estranha cicatriz, como se um pequeno animal selvagem me tivesse arranhado.
Fiquei com as lágrimas a quererem aparecer, incrédula com o tamanho da dor. Sentada a beira da escada analisei o meu percurso. Andei o dia todo longe de mim. Pela manhã ao atravessar a rua, a pensar não sei no quê quase que era atropelada.
Passei o resto do dia a pensar nos ses. E se eu tivesse mesmo sido atropelada o que seria de mim, quem me seguraria, quem me trataria, quem limparia as lágrimas. Provavelmente eu mesma. Não por faltar quem o fizesse, mas porque seria assim.
Depois comecei a pensar e se em vez de um simples acidente eu desaparece-se assim, num minuto. Deixasse este mundo, que seria de mim?. Bem de mim não sei mesmo, mas o que seria dos meus, daqueles a quem faço falta, daqueles que me têm como deles, daqueles a quem toquei. Pensei em ti, no meio de tanta gente pensei em ti, e comecei a chorar porque lembrei-me que já não poderia ter-te no meu colo e os teus cabelos acariciar. No fundo pensei em mim na falta que me farias.

Há dias que mais vale nem falar.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Viaja-me


Eu viajante, que sacudo dos pés a poeira que trago de outras terras, de outros tempos.
Eu que a teu lado estive numa praia, num dia de sol em Copacabana. Eu uma estranha a quem deste a mão e travaste o meu corpo num tango em Buenos Aires. Eu que atravessei o Champ Elysees, para sentir o teu perfume ao ver-te passar do outro lado.
Que de uma gôndola te disse adeus, por entre as ruas aguadas de Veneza. Eu que te atirei um beijo por entre as cerejeiras em flor num Japão distante.
Eu que roubei a palhinha do teu coco, em plena Riviera Maya. Eu que senti o sol crepitante a uns metros das pirâmides. Eu que nadei a teu lado nos lagos gelados da Patagónia. Em Campos de Jordão te atirei neve. E me vesti de flores em plena noite de lua cheia numa praia no Hawai.
Eu que desci sem fé o kilimanjaro, eu que olhei para ti do cimo do Burj Al Rab. Caí de uma cascata numa verdejante Nova Zelândia. Eu que lancei um boomerang para lá da Uluru.
Que de joelhos no deserto Sahara ouvi o silêncio da vida. Em Las Vegas, inebriada por com um copo de rum com gelo, casei contigo dentro de um Cadillac azul navy.
Que contigo rezei num ashram, cada um ao seu Deus. Que saboreei o chá de menta numa tenda perdida a sul de Hammamet.
Tu que partilhaste um charuto, numa Havana vestida de nova durante a noite. Eu que te deixei ver massajarem-me o corpo, num quartinho de uma Tailândia perfeita.
Eu que te pisquei o olho numa das ruas vermelhas de Amesterdão. Tomei o nosso café encostada a uma esquina na Quinta Avenida.
Aconcheguei–te em peles numa cama de gelo, na Islândia. Que te dei a provar o manjar dos deuses em Koh Samui.
Eu viajante, que sacudo dos pés a poeira que trago de outras terras, de outros tempos. Eu que me rendo aos teus encantos, vida após vida, alma após alma. Declaro que foste a mais curta viagem, mas a mais bela delas todas.

Eu que dos teus lábios atravessei o teu queixo, para te beijar o pescoço, eu que escorreguei para te sussurrar ao ouvido, eu que percorri com fome o teu peito e deslizei pelo teu corpo. Que dos teus olhos perdi-me, que das tuas mãos quis que me deixasses marcas de passagem como num mapa.

Eu que descobri caminhos em ti suspiro e digo que foste a mais curta viagem, mas a mais bela delas todas.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Melodia

Há algo na tua voz, há algo que me sossega, que me segura, que me diz que não és ilusão.
Há algo na tua voz que me dá alento, que afasta o medo, a solidão, a dor.
A tua voz que é tua, que faz de ti um poema.
Sim és um poema, com traços de canela, com sabor a pimenta e suave como chocolate.
A tua voz faz de ti, alimento para a minha alma, que não consegue levantar as asas.
Quando a oiço, fecho os olhos e respiro fundo como se pudesse suster no ar, o som da tua voz. Rodopio sobre mim mesma, como se uma brisa me fizesse girar, o ar transforma-se numa leve cama de pétalas, o som os lençóis de seda.
A tua voz transforma-se em ti, envolve-me, abraça-me e marca-me. Despe-me, fico nua, fico eu.

O meu coração gosta da tua voz, a minha alma precisa da tua voz, o meu corpo ama a tua voz.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Velas



Hoje quero o melhor.Quero a ti. A ti para me mimar.
Para me acordares com um beijo, despires-me e fazeres amor comigo. Dares-me banho como só tu sabes. Escolheres a minha roupa, comigo sentada em cima da cama a torcer o nariz.
Vamos tomar o pequeno –almoço naquele sítio que eu adoro, com vista para o mar. Vamos passear de mãos dadas pelas montras, hoje quero comprar o mundo.
A hora do almoço, quero comer massa, com um bom vinho tinto. Quero me dês de comer na boca, que me mordisques os lábios.
Vamos dormir a sesta, bem agarradinhos, como se o mundo fosse acabar hoje.
Vamos a um Spa fazer uma massagem os dois, daquelas para casais. Num ambiente de velas e cheiros únicos, quero sentir a minha alma abraçar a tua.
Ao jantar, quero rosas a decorar a nossa mesa. Vou vestir o meu vestido preto aberto nas costas, vou colocar aquele colar que eu tanto gosto. Vai ser um jantar delicioso.
Depois do jantar, vamos dançar num daqueles clubes, onde param as gajas da vida, eu vou ser a tua gaja esta noite.
Vamos prá casa, quero tirar o vestido devagarinho, quero te mostrar o que trago escondido. Quero apagar a vela, com o bolo de chocolate e muito champanhe, quero unir-me a ti até de manhã.
Hoje faço anos e quero o meu presente. TU.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Para ti com amor


“Saudades são lembranças dos momentos que vivi, são saudades que aumentam cada vez que penso em ti”


Escrevo-te do aeroporto talvez para fechar o ciclo. Estou já com saudades do que chegamos a ser, mas a razão diz-me que não é certo sentir saudades tuas, que saudades só devíamos sentir do que temos mas está distante, eu não te tenho.
Sinto-me a morrer por dentro, por gostar tanto de ti, chego a querer chorar horas seguidas e de repente dou por mim sem lágrimas, tal é o inconformismo que sinto.
Chego a gostar de tudo em ti, parece incrível, mas é verdade. Cheguei a perder o medo, porque senti que querias estar a meu lado e eu disposta a abdicar do que era possível, porque o que interessava era ser feliz, fazer-te feliz mesmo sabendo as dificuldades, tudo seria mais fácil de lidar, só por puder estar a teu lado. Viver com condições próprias da tua situação, não interessava bastava saber que no fim eu tinha um lugar. Que tu não irias largar a minha mão.
Mas largaste, e eu tenho de viver com isso, com o facto de o melhor para ti ser o que escolheste. E tu podes argumentar que não é o melhor, mas é, porque senão o que estas tu a fazer a tua vida. Não vou questionar o que é melhor para ti, eu tinha aceitado que o melhor para mim eras tu, mas são preciso dois para dançar tango.
Queria te dizer que compreendo, mas não compreendo. Custa-me compreender isso, custa-me saber que preferes viver assim se realmente não é isso que queres, e se assim é, concluo que é isso que te faz feliz e na verdade eu não entro na equação. Presunção minha achar que podia mudar assim a tua vida. Queria lutar por ti, queria provar que é comigo que devias ficar, que eu te faria feliz, juro que sim, mas não consigo, porque sei que não é isso que queres.
Como já te disse vou respeitar, provavelmente nunca mais vou falar nisto. Para mim acabou, e para nosso bem não vou alimentar o surgimento de mais alguma coisa. Vou respeitar a tua vida, as tuas escolhas e vou querer o direito de não fazer parte dela.
Espero sinceramente que respeites a minha decisão, não é o que eu quero, mas é o que eu tenho de fazer. Viver de falsas esperanças destrói.


Janeiro 2009

(não sei de quem é a frase)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Private flight

Estou num voo privado, não fiquem preocupados, aqui não me falta nada, nem companhia. Há champanhe, há chocolate e um comissário de bordo muito mas muito eficiente. A vida é curta, não se esqueçam de apanhar voos privados ;)




A big little kiss in your neck.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Muda.

Como se cala um coração?
Como se cala um coração?
Como se cala um coração?
Como se cala um coração?
Como se cala um coração?