quinta-feira, 25 de junho de 2009

Velas



Hoje quero o melhor.Quero a ti. A ti para me mimar.
Para me acordares com um beijo, despires-me e fazeres amor comigo. Dares-me banho como só tu sabes. Escolheres a minha roupa, comigo sentada em cima da cama a torcer o nariz.
Vamos tomar o pequeno –almoço naquele sítio que eu adoro, com vista para o mar. Vamos passear de mãos dadas pelas montras, hoje quero comprar o mundo.
A hora do almoço, quero comer massa, com um bom vinho tinto. Quero me dês de comer na boca, que me mordisques os lábios.
Vamos dormir a sesta, bem agarradinhos, como se o mundo fosse acabar hoje.
Vamos a um Spa fazer uma massagem os dois, daquelas para casais. Num ambiente de velas e cheiros únicos, quero sentir a minha alma abraçar a tua.
Ao jantar, quero rosas a decorar a nossa mesa. Vou vestir o meu vestido preto aberto nas costas, vou colocar aquele colar que eu tanto gosto. Vai ser um jantar delicioso.
Depois do jantar, vamos dançar num daqueles clubes, onde param as gajas da vida, eu vou ser a tua gaja esta noite.
Vamos prá casa, quero tirar o vestido devagarinho, quero te mostrar o que trago escondido. Quero apagar a vela, com o bolo de chocolate e muito champanhe, quero unir-me a ti até de manhã.
Hoje faço anos e quero o meu presente. TU.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Para ti com amor


“Saudades são lembranças dos momentos que vivi, são saudades que aumentam cada vez que penso em ti”


Escrevo-te do aeroporto talvez para fechar o ciclo. Estou já com saudades do que chegamos a ser, mas a razão diz-me que não é certo sentir saudades tuas, que saudades só devíamos sentir do que temos mas está distante, eu não te tenho.
Sinto-me a morrer por dentro, por gostar tanto de ti, chego a querer chorar horas seguidas e de repente dou por mim sem lágrimas, tal é o inconformismo que sinto.
Chego a gostar de tudo em ti, parece incrível, mas é verdade. Cheguei a perder o medo, porque senti que querias estar a meu lado e eu disposta a abdicar do que era possível, porque o que interessava era ser feliz, fazer-te feliz mesmo sabendo as dificuldades, tudo seria mais fácil de lidar, só por puder estar a teu lado. Viver com condições próprias da tua situação, não interessava bastava saber que no fim eu tinha um lugar. Que tu não irias largar a minha mão.
Mas largaste, e eu tenho de viver com isso, com o facto de o melhor para ti ser o que escolheste. E tu podes argumentar que não é o melhor, mas é, porque senão o que estas tu a fazer a tua vida. Não vou questionar o que é melhor para ti, eu tinha aceitado que o melhor para mim eras tu, mas são preciso dois para dançar tango.
Queria te dizer que compreendo, mas não compreendo. Custa-me compreender isso, custa-me saber que preferes viver assim se realmente não é isso que queres, e se assim é, concluo que é isso que te faz feliz e na verdade eu não entro na equação. Presunção minha achar que podia mudar assim a tua vida. Queria lutar por ti, queria provar que é comigo que devias ficar, que eu te faria feliz, juro que sim, mas não consigo, porque sei que não é isso que queres.
Como já te disse vou respeitar, provavelmente nunca mais vou falar nisto. Para mim acabou, e para nosso bem não vou alimentar o surgimento de mais alguma coisa. Vou respeitar a tua vida, as tuas escolhas e vou querer o direito de não fazer parte dela.
Espero sinceramente que respeites a minha decisão, não é o que eu quero, mas é o que eu tenho de fazer. Viver de falsas esperanças destrói.


Janeiro 2009

(não sei de quem é a frase)

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Private flight

Estou num voo privado, não fiquem preocupados, aqui não me falta nada, nem companhia. Há champanhe, há chocolate e um comissário de bordo muito mas muito eficiente. A vida é curta, não se esqueçam de apanhar voos privados ;)




A big little kiss in your neck.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Muda.

Como se cala um coração?
Como se cala um coração?
Como se cala um coração?
Como se cala um coração?
Como se cala um coração?

terça-feira, 24 de março de 2009

Experiência 1 2 3

Estamos a experimentar coisas novas por aqui!


Já se tentou algo gelado, quente e apimentado...não ficamos satisfeitos, voltamos a repetir pela mesma ordem, é tão bom quando se repete algo bom não é?

;)

Beijo com sabor a bilhete na mão.

sábado, 21 de março de 2009

Lilás

Num ritmo que me prepara para a noite, tomo o meu banho. A água recebe uma mistura de aromas, menta, canela, rosa, o meu olfacto dispara, cola-se a minha pele a mistura destes aromas e a maciez da água. Salto do banho para o quarto não posso demorar neste ritual, lanço no corpo uma nuvem de óleo, quero ser seda esta noite.
O vestido já esta preparado, lilás da cor do meu perfume. Desliza e assenta como uma segunda pele. Os saltos altos, adequados confortáveis, final perfeito das minhas pernas.
O meu cabelo ora rebelde, agora domado descai caracóis pelo pescoço e ombros, fica assim. Não esqueço os brincos, pequenos brilhantes e as pulseiras.
Não me maquilho muito, apenas o preto habitual nos olhos e o brilho nos lábios, não preciso de mais. Estou pronta.
Chego e ele já lá esta, ele e uma multidão aos gritos. Atravesso a sala, a multidão afasta-se o meu lugar é mesmo a sua frente. Sento-me servem-me champanhe e ele começa.

Faz muito tempo que eu, venho a bater na porta do teu coração mas tu, finges que não estas a ouvir, miúda tu não queres abrir. Se ao menos tu desses conta, de todas as vezes que eu faço uma insinuação, que tu, és a mulher para mim, a flor mais bela do jardim. Pois eu estou morrendo de paixão. Não quero cair na ilusão, dá-me a tua mão, tu és solução. Não diz que não...


Fez me sorrir preparou-se bem, tou a ver que não vou ter saída. Ele olha para multidão e grita:

Ela é gatuna. Esta a roubar meu coração. Entra na minha mente sem autorização. Rouba milhões de beijos. Rouba milhões de amassos. Não dá tempo sequer pra eu me defender.

Fico sem jeito, tenho a sensação que ele não esta feliz e a multidão solidariza-se com a dor dele. E cantam juntos:

Mas onde é que eu estava com a cabeça. Quando disse que não quero mais, onde é que eu estava com a cabeça. Quando disse que não te amava mais. Mas onde é que eu estava com a cabeça. Quando eu disse vá, me deixa em paz. Se dor matasse, baby, já estava morto? Eu já estava morto? Só de saber que já, não sou eu quem beija tua boca. Te ama até de manhã ou até te deixa louca.

Baixo a cabeça, resigno-me a sinceridade de todas aquelas palavras, vêm as lágrimas aos olhos e decido sair dali. Levanto-me, viro-lhe as costas e ele grita:

Não vou aguentar, ficar longe de ti. Não vou conseguir, pois eu fui feito só pra ti. Não vou nem tentar, pois a solidão me vai tomar. Não vai embora, faz de mim o que tu quiseres...

Ficas?

A multidão grita fica fica fica… E eu fico.

Uma noite especial, com um cantor muito mas muito sensual, Anselmo Ralph (recomendo), estou rendida a uma voz que arrepia, a um rebolado que nem consigo comentar. Sabem aquele sorriso que vai de Nova York a Los Angeles foi assim que eu fiquei.

Beijo com sabor a estrelas.


terça-feira, 17 de março de 2009

Gira, gira o pião, faz sorrir o meu coração!

O mundo dá tanta volta, tanta volta. Depois eu vos conto agora vou só curtir essa. Até já.

Ok já curti o suficiente. Vou vos contar, que adoro finais felizes. Não é que primeiro se separaram e agora voltam a tentar. Estou a torcer para que fiquem juntos. É pá, já basta tanta desgraça por aí.
Eu sou assim fico feliz com a alegria dos outros, bato palmas e tudo, dou pulinhos também, alias e agora podem gozar eu inventei a minha dança da alegria, quem já me viu a dançar diz que até faço sorrir quem não tem dentes. A kiki e a Lili são testemunhas, é mesmo a parvoeira dance.
Quando alguém encontra o amor, celebra o amor, conquista o amor, devemos nos juntar a festa e fazer um festival, não é verdade Luís.
Eu sou assim sempre pronta para celebrar tudo o que nos faz feliz. Da tristeza quero apenas a parte em depois das lágrimas começo a sorrir.
Hoje levanto uma taça de espumante, a celebrar a felicidade de todos os que me rodeam, a fazer figas para que tudo corra bem, para que vivam o máximo. Porque por mais positivos que sejamos temos os nossos dias de dor, se não podemos festejar a nossa alegria, sejamos inteligentes e curtimos a dos outros. Tenho dito.


Beijo daqueles

quinta-feira, 5 de março de 2009

Olhar-te assim, amar-te assim


"Não se ama com os olhos, com os olhos deseja-se, ama-se com o coração" hum vou meditar sobre isso e depois digo alguma coisa.

Beijos

sábado, 31 de janeiro de 2009

Compasso do coração.

Corre pelos campos veloz como o vento, tem a pele morena e um sorriso inocente. Descalço, pisa um espinho de uma planta maldosa, mas nem suspira continua em frente. Ele tem uma missão. Agora pisa areia e continua a correr, oiço o bater do seu coração, parece um tambor enlouquecido, sinto o seu perfume, é um aroma envolvente. Não consigo soltar os meus olhos dele e a minha curiosidade aumenta. Sigo-o sem saber porque, mas a sua agilidade, a sua vontade de chegar algum lado, faz-me querer ir junto. Corro atrás sem causar alarido, não quero que me sinta demasiado perto, quero que siga o seu caminho sem distracções, quero saber para onde vai, o que vai encontrar e mais...
Começo a correr mais depressa e de repente o meu coração grita, estou a esforçá-lo ao máximo, mas tem de ser. O meu coração é um tambor, já são dois.
Travo ao ver que ele parou de correr, porque terá parado de correr, volta-se para trás e fita-me nos olhos. Eu entretanto parei a uma certa distância, ele sorri e desata a correr de novo. Terá me desafiado ou terá apenas dado conta da minha presença. Não sei, mas vou atrás dele.
Agora é que são elas, vai a subir uma montanha, hesito, olho para trás a procura de um motivo para parar, não encontro. Vou subir também, já estou por tudo, quero chegar lá, aonde ele vai. Caramba que ágil que ele é, chego a desejar voltar a ter o meu corpo atlético, ai as horas de treino que faltei. Deixo-me de lamúrias e recorro a minha força física e psicológica para conseguir. Eu sou forte.
Afinal era isso, a sorrir-me como que a preparar-me para este martírio, nem olho para baixo, sou capaz de desmaiar só com a altura que já atingi. Bolas, ele já atingiu o topo, falta-me pouco, mas já me doí o corpo todo, é exercício de um mês num dia. Chego ao topo e ele já era, é que já era mesmo, desapareceu. Que sensação estranha, olho em volta e não o vejo. Sinto um misto de tristeza e desilusão. Cansada deito-me no chão, sinto o cheio da terra, das ervas, começa a chuviscar, não tenho onde me abrigar. O meu coração ainda lateja de tanta excitação. Respiro fundo vou acalmá-lo. Fecho os olhos tendo como última visão o pôr-do-sol e as poucos adormeço.
Sinto um perfume, eu conheço este aroma, é o dele. Sinto-o ajoelhar-se e a beijar-me a face, afagar-me a mão e eu não consigo mover-me, estarei a dormir, estarei dormente, não sei, mas não me parece que esteja bem. Desato a chorar mas as lágrimas não surgem, é um chorar seco, frágil. Sinto um leve perfume a rosas, a orquídeas, a lírios, mas de onde surgem estes perfumes, não consigo abrir os olhos e estou a desesperar, não consigo chorar, abrir os olhos, mexer-me, falar. Beija-me os lábios demoradamente, sinto perfeitamente o toque dos seus lábios, primeiro frescos depois amorosamente quentes. Conheço esses lábios, são um lugar comum, mas não consigo corresponder, estou presa. Passa as suas mãos pelo meu rosto, desvia os fios do meu cabelo. Oiço um choro, não é o meu, é dele. Um choro aveludado, suave, mas verdadeiramente triste. Encosta a sua face molhada de lágrimas a minha face. Molha-me o rosto, são também minhas aquelas lágrimas. Sussurra, não desistas, não largues a minha mão. Mas eu não consigo mexer-me eu não consigo fazer nada e ele ali fica a meu lado sussurrando vezes sem conta... Fez-me correr por vales, pisar areia, subir montanhas e agora aqui inerte estou eu sem poder dizer, eu sinto-te, eu sei.

Cris; cá esta o prometido, mas a minha maneira, lamento não sei escrever de outra forma.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

A vida acontece.

Passam os anos e crescemos, para os lados, para cima, fisicamente mudamos. Passam-se os anos e envelhecemos, não conheço ninguém que tenha ficado mais novo, a não ser na ficção, mas isso não conta.


Passam os anos ganhamos e perdemos, medo, coragem, compaixão, humildade, fé, calos, frustrações, dúvidas, certezas, amor, ódio… enfim um verdadeiro circo. Ninguém escapa a este show de emoções.


Passam os anos e a única coisa que eu sei é que estamos sempre aprender, é que é até morrer. E mais, se estamos sempre aprender não existem burros. (Gosto desta ideia de não existirem burros, chega a ser irónico). Podem existir ignorantes, mas gente burra não existe. Sabem sempre alguma coisa, mesmo que seja uma burridade como dizem os madeirenses.


Passam os anos e poucas são as vezes que acordamos para a realidade de que nada dura para sempre, que tudo tem o seu brilho, tudo tem o seu lado obscuro, que há um ciclo para tudo. O ciclo não pára, pode saltar por cima, pode esquivar-se, mas há de lá chegar onde tem de chegar.


Passam se os anos e o valor que damos as coisas as vezes só têm significado para nós.


Que muitas vezes estamos mesmo sós. E que as vezes só podemos contar com o nosso próprio umbigo. Parece mau, mas não é, é mesmo assim, nós e só nós, connosco mesmo, quando nos interrogamos, quando queremos respostas as nossas dúvidas, as nossas fraquezas, aos nossos desgostos. Sozinhos.


Passam se os anos e a vida.


Passam os anos, e ainda assim somos capazes de reagir como crianças mimadas, quando a vida não nos corre de feição. Choramos porque não merecemos isto e aquilo, gritamos de raiva quando somos contrariados e de joelhos rendidos pedimos que alguém nos socorra. Falta de mimo, muito mimo, nada disso é apenas o chicote da vida,que deixa a sua marca, e quando ele cai no mesmo sitio, cria feridas profundas daquelas que mesmo cicatrizadas mostram a falta de dó desse chicote.


A vida passa, os dias, os anos e continuamos a crer que o que é nosso vai vir ter connosco, se calhar até vem, feito raio e cai direitinho na nossa cabeça, destrói tudo à volta e vai embora. Se calhar temos de deixar andar e deixar a vida seguir o seu curso. Ninguém me consegue dar a resposta, será que devemos deixar a vida seguir o seu curso ou ir a busca? Quem vos escreve não sabe a resposta, teremos de descobrir sozinhos se a vida deixar.


Estou a abrir as asas de regresso ao ninho. Aproximam-se dias de paz…um beijo com sabor a manga.



sábado, 27 de dezembro de 2008

Life is so simple!

  • "WHEN YOU HAVE EVERYTHING
  • WHAT COULD YOU POSSIBLY DESIRE?
  • THE MOST IN LIFE
  • THE ONE?
  • YOU LOVED THE MOST"

  • Akon- na na na

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Espera infernal.


Espera-se por algo, espera-se e quase que se desespera. Uma espera infernal, abrasiva, que corrói, onde todas as dúvidas, faltas e os talvez reinam. Um reino de incertezas onde nada poderá ser o que é, onde tudo pode ser nada.
Uma espera infernal, por uma certeza, por uma mão que segura com força e não larga, jamais larga a outra.


Vive-se, existe-se num deserto nocturno, onde a luz das estrelas iluminam, uma noite que não tem maneira de ser dia. Que dor, uma noite que nunca chega a ser dia! Farta tanta beleza, as pequenas luzes distantes ferem a alma e não a embelezam mais. Imagina esta sensação de beleza infinita, de noite perfeita que não muda, não muda, mantém-se distante e fria.

E ver e sentir e saber, que continuará distante, que continuará como é, entregue a si mesma, ao seu caminho.


...imagina um corpo sem toque, imagina uns lábios sem beijo, imagina um ouvido sem o calor do som, imagina essa espera infernal, de um corpo sem toque, de uns lábios sem beijo, de um ouvido sem o calor do som, imagina essa espera por uma mão que não solta a outra, ... jamais solta a outra... não me soltes.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

A mesma

Estamos em Novembro e logo logo, é o final do ano. E mais uma vez promessas redondas de uma vida diferente, de uma nova tomada de atitude surgem em toda a gente. Eu para o ano não quero mudar, decidi que estou melhor assim. Assim mesmo, chata, embirrenta, choninhas….para o ano estão já avisados eu serei a mesma.

Pelo menos há uma vantagem, para o ano não há surpresas da minha parte, já sabem com o que contar. Há poucas coisas garantidas na vida, pois esta é mais uma que podem juntar a lista.
No novo ano, vou continuar a ser a mesma deste ano. Vou continuar a não beber café, só garoto clarinho, vou querer o mesmo perfume, o mesmo género de sapato, o mesmo chá. Vou continuar a ir ao chiado, vou continuar a não responder à mensagens, vou continuar a esquecer-me dos convites para sair, tudo isto e também as coisas boas. A sorrir mesmo quando não há motivos, a querer mimos, a chorar quando não consigo aceitar, a correr pelos sonhos, a viver da única maneira que sei, a dar valor a todos os minutos do dia, sejam estes passados a fazer o que amo ou o que não amo.

Não se esqueçam que para o ano, serei a mesma, estão avisados, não gastem o vosso latim a chatear-me os neurónios, porque eu sou assim e sou assado. Para o ano eu sou a mesma, mesmo número, mesmo nome e até quiçá mesmo humor.


Beijos da mesma de sempre.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Toma o remédio.

Andamos uns atrás dos outros a dar lições de vida. Somos capazes de chicotear mentalmente quem nos atravessa no caminho e precisa segundo nós de ouvir palavras sábias. Repetimos frases feitas e somos capazes e verifiquem bem que não é um dom é mesmo inato, de inventar novas frases, e tudo no sentido de prever, evitar ou até escapar aos mesmo erros que uns já viveram e que são certos, tal como se lê a tabuada , é dito e certo que dois e dois são quatro.

Lições de vida, conselhos, ás vezes paro para pensar, mas quem sou eu para andar a elaborar verdadeiras dissertações sobre a vida. Não sei, não sei quem sou eu nessas alturas, mas é naturalmente humano fazermos isso. Ninguém resiste a dar um conselho a não ser que não se importe com o outro, mas ainda assim se for esse o caso diz-se “eu não tenho nada com isso, mas se fosse a ti...” Se fosse a ti, pois é, e se fosse eu, porque é que damos conselhos aos outros e não os investimos em nós, alguém sabe responder.

Posso apostar convosco que em 50% das vezes em que damos um conselho a alguém, ele nos serviria de igual forma. Mas é mais facíl dá-los. É mais fácil dizer aos outros o que fazer, do que reconhecer que se calhar, se calhar eu também devia ter cuidado quando acelero demasiado, se calhar não devia comer muitos doces, se calhar não devia ser tão preguiçoso, se calhar ... Se calhar devia tomar do mesmo remédio que dou.

Podemos não ser das pessoas mais inteligentes, temos que reconhecer não é, mas quando vamos dar um conselho, atenção que alto e para o baile, que eu sou o presidente da junta e eu é que sei e escreve o que te digo “ É melhor se ...é o meu conselho.”


Por falar em conselhos, não os estou a dar, estou a vender alguém quer comprar?

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Os loucos.

Se há gente que eu admiro, são os loucos os loucos sãos. Os loucos que se arriscam, que apostam e gritam para o mundo todo saber que não se importam, que só interessa a sua intenção e mais nada.

Se há gente que eu admiro são os loucos, os loucos de gestos bonitos, os que nos fazem rir e chorar porque no lugar deles podíamos estar nós.

Conheço muitos loucos, loucos que já me propuseram loucuras, da maneira mais singela e pura que só eles sabem.

Sei de loucos que me acham louca, porque gosto deles, porque tenho um ombro, porque tenho um ouvido, uma palavra para eles e o sorriso nunca me falha quando os oiço construir uma loucura.

Esses loucos são gente que sente tudo ao máximo, quando uma loucura concretizada lhes bate a porta são felizes e contagiantes, agarram os nossos braços e fazem-nos dançar no meio da rua, de uma reunião, de uma cerimonia, sem qualquer pudor. Quando é de algo triste que se trata, fazem doer qualquer coração abatem-se e sentem-se os maiores desgraçados, quando no fundo são eles que ficaram com a graça toda.


São loucos e bastam, bastam para me fazer acreditar que este mundo pertence a eles, aos que não têm medo do nosso medo.


O mundo chama-lhes loucos eu chamo-lhes audazes!


P.S. Uma música que eu adoro, “Loucos de Lisboa”, Ala dos Namorados, este homem têm uma voz louca!

http://br.youtube.com/watch?v=EVG06dKXLLo

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Faço figas!!!

Estou preocupada, um amigo meu disse-me que a ex-mulher dele tinha sido o amor da vida dele. Ele tem cerca de 34 anos. Fiquei deverás preocupada, será que ele tão novo acredita que amou assim tanto alguém e que isso não voltará acontecer. Ou pior que até pode acontecer, mas que esse já não será o amor da sua vida.

Acredito veemente que temos varias oportunidades de amar ao longo da vida. E pior acredito que não existem almas gémeas. Não acredito nelas. Ou então não há só uma, há várias. E logo ai podemos ao longo da vida viver vários amores da nossa vida.

Que o universo nos livre de ter apenas e unicamente um grande amor na vida, mas se for um só, então dure a vida inteira. A serio! Está bem essa historia do amor eterno, é linda a sério que é, mas se a vida nos apresentar outra oportunidade de amar, vamos recusar ou dar-nos menos porque o amor da nossa vida deu a sola e trocou-nos por outro ou outra, ou nem nos trocou por coisa alguma simplesmente acabou. Existem obviamente outras razões, para ficarmos sem o amor da nossa vida, mas dessas não vamos falar por agora.

Eu sou pela multiplicação, principalmente quando se tratam de coisas boas, quanto mais amor melhor. Logo, porque não, se a vida assim o quiser, viver vários amores da nossa vida, mas claro esta cada um deles a seu tempo, atenção estou a falar de amor e não de outras coisas que as vezes confundimos com amor.

Quando penso que há quem acredite mesmo sendo tão novo, que não vai amar mais de forma tão profunda alguém, cruzo os dedos e faço figas.

Estou certa que quando dizem que o dinheiro e o sexo fazem girar o mundo, o amor anda ali escondido no meio dos dois. O amor faz girar o nosso mundinho, faz nos sentir deuses do nosso céu. Quanto mais madura fico mais me convenço que não há nada melhor que amar e ser amado. Não há dinheiro, não fama, não há sequer paz que acalente a nossa alma como o amor.

Quero sinceramente acreditar que se viver apenas um amor da minha vida que este seja eterno, se isso não acontecer que a vida me dê a oportunidade de viver vários.

Se o amor da minha vida ler isto, não se preocupe, porque enquanto durar o nosso amor, ele será o amor da minha vida.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ladrão de beijos.

E um beijo roubado, quem nunca roubou e foi roubado. Por mais que me condene por deixar que me roubem beijos, não deixo de gostar deles. Já me roubaram tantos e de tantas maneiras que já perdi a conta. Alguns apanhada de surpresa outros a desejá-los mesmo, mas ainda assim a armar-me em difícil.
No outro dia roubaram-me um beijo e não estava mesmo a espera. Fiquei danada, danadíssima por ter sido apanhada em falso, fui a caminho de casa a fumegar de raiva. Até que fez-se luz e percebi a tolice, então não havia de estar feliz por me roubarem um beijo. Aos 31 anos ainda conseguem surpreender-me e roubarem-me beijos, afinal de contas é preciso terem alguma arte para me apanharem assim desprevenida. De verdade o que me chateou mesmo foi a minha surpresa, porque o beijo esse, esse foi mesmo, mas mesmo muito bom.
Neste tipo de roubos, fui mais roubada do que roubei. Dos piores que já me aconteceram foi a porta da escola tinha eu 16 anos, um Don Juan agarrou-me, inclinou-me como se fazem nos filmes, e foi tal o arrebatamento que fiquei sem fôlego. Uma vergonha, a assistir o porteiro da escola e os meus colegas, fui gozada durante semanas e ele claro enquanto pode, não apareceu mais a minha frente. Sim por que eu estava disposta a dar cabo dele. Que vergonha ainda me encolho só de lembrar.
Dos beijos que já roubei o que eu recordo como o mais delicioso e audaz, foi de verdade o mais rápido de todos estavamos num sitio público, tinha apenas alguns segundos, foi o crime perfeito. Um leve toque nos lábios dele, numa estação de autocarros apinhada de gente. Ele na altura comprometido nem se mexeu, que ele gostou eu sei que gostou. Mas sendo integro não conseguiu sucumbir ao desejo. E eu felicíssima da vida por ter ao menos conseguido roubar-lhe um beijo, a ele não o podia ter mais esse beijo já ninguém mo tira. Soube-me a mel e ainda sorrio quando me lembro.
Há algo de louco e mágico no roubo de um beijo e ele só é roubado se sentirmos aquele misto de surpresa, acompanhado de um corar de alegria ou raiva. Um mau beijo roubado, bem desse nem é preciso falar. Um bom beijo roubado é aquele que no fundo desejamos, mas só descobrimos que o queríamos ali no momento.

Os melhores beijos que vos roubaram ainda vos fazem sorrir!




terça-feira, 8 de julho de 2008

O primeiro sentido.


Repreendes-me porque não te olho nos olhos e eu, sorrio por dentro. Pensas que é uma maneira de fugir, de não mostrar o que sinto, de desprezo até, acrescentas que é uma falta de respeito. Mas eu defendo-me e digo–te olhando nos teus olhos tal como desejas, para que te convenças que não preciso de os fixar para validar o que digo ou o que tu dizes.
Não preciso de olhá-los directamente. Quando olho para ti, vejo tudo e não apenas os teus olhos. Nos teus olhos demorei-me nos primeiros minutos que te conheci. Tirei todas as medidas, percebi que haveria dias em que não brilhariam tanto e outros em que seriam a própria luz. Percebi quem tu és e mais, que sendo eles o “espelho da alma”, que não precisaria de procurá-los sempre que me sentisse insegura, porque neles repousei a minha confiança e encontrei um lugar que és tu.
Às vezes azuis como o céu espelhado no mar, já me vi muitas vezes a flutuar neles. Às vezes castanhos, como chocolate, deliciosos doces com um trago a pimenta. Às vezes verdes de uma mescla requintada e cheios de essência. Às vezes negros como a noite e ainda assim iluminados como as estrelas. Já os conheço de côr e amo-os assim. Não te olho directamente para os olhos, porque já passei essa fase, já passei essa barreira. E hoje encontro o teu olhar, nas tuas palavras, nos teus gestos, em todo o teu ser.
Não há nada de errado nisto, eu é que sou assim e não consigo ser diferente. Para mim o olhar apenas não chega, e eu sei e quero que sejas mais do que isso, que um olhar onde descubro a tua vida e tu a minha. Eu não sou um olhar devias exigir mais de mim, mais do que o meu olhar, deverias fazer a soma dos meus abraços sentidos, do meu sorriso quando te vejo chegar, da minha dor quando algo te doí ou do meu brilho quando te vejo feliz.


Não me peças para te fixar nos olhos, quando na verdade tu és muito mais do que isso.


Dedicado aos meus amigos e a quem me repreende vezes sem conta, por ter o olhar “livre” como as asas de um pássaro.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Tomatada

Quase a fazer 31, descubro que sou super mulher, é verdade sou uma no meio de tantas mulheres e homens que passaram pela minha vida e muitos que irei conhecer. Não somos grandes políticos, grandes historiadores, grandes pensadores, mas somos igualmente admiráveis, pela forma como vivemos.
Já falei aqui várias vezes das escolhas que fazemos na vida e das suas consequências. O escolher entre o se conformar e o mudar. O escolher mudar, o escolher arriscar, o escolher sozinho ou acompanhado tem a sua hora, a hora do passo para uma direcção. A hora H, a tal que atingimos o nosso limite, atingimos aquele lugar angustiante no qual não queremos estar. Mas se cada um tem o que merece, por alguma razão estamos ali, a passar mal, não é? Se cada um tem o que merece, foi porque procurou de alguma forma aquele caminho. Com isto quero dizer que somos vitimas até certo ponto. Não vale a pena culparmos os outros na totalidade. O “eu e o tu” estiveram lá a dar o aval e pode ser um 50/50 como um 70/30 não interessa. Porque na verdade nos sabemos qual é a nossa quota de culpa. Avaliadas essas contas, o caminho é só um, mostrar a capa de super herói e toca ir á luta. Quer dizer há o tal caminho da conformação, mas eu prefiro o da luta, dá mais pica, os níveis de adrenalina sobem, as faculdades de fintar os obstáculos ficam apuradas. Enfim é cansativo mas o resultado vale a pena.
É preciso ter “tomates” e é valido para homens e mulheres. Ter “tomates” na hora certa na vida sentimental, profissional e social, pode salvar-nos de arrependimentos numa vida inteira. Eu tenho "tomates”, e conheço muita gente que os tem também, mas há dois tipos de “tomates”. Os murchos que pertencem aos que acham que merecem tudo de bom da vida e que passam por cima de toda a gente como se fossem, não quero cair no exagero, mas seres extraordinariamente, supremamente, especialmente, especiais ou seja m…… E há os “tomates” a teso que são os que eu tenho e que graças ao universo muita gente tem. São estes que não nos deixam desistir a primeira dificuldade, que nos lembram que não somos melhores que os outros, apenas igualmente capazes.

Que o tomate é bom para a saúde já sabemos. Mas melhor que isso é que o amanhã será sempre melhor desde que haja gente com “tomates” a teso.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

A tua espera II

Sabes o que está a acontecer agora, está a chover e apesar de não estares aqui esta chuva parece-me maravilhosa.
Levei o guarda-chuva para a rua, mas como não chove muito, decidi nem abri-lo. Decidi deixar a chuva aterrar em mim, molhando-me a face, o cabelo, a roupa e os sapatos. Devo parecer louca para quem me vê à chuva, de guarda-chuva na mão. Não me importo, há muito que deixei de me importar com o que pensam. Preocupo-me mais com o que dizem. E hoje está tudo calado, só o chapinhar dos carros e a chuva rompe o silêncio.
Sinto que sou parte da chuva e não me importo se vou ficar doente ou se pareço uma lástima, de repente lembrei-me estou maquilhada.
Há tanto tempo que fujo a chuva , a solidão ao medo. Ando a fugir, reconheço sou uma fugitiva.
Cheguei a casa ensopada. Não importa, sinto que lavei a alma. Tomei um duche e vesti este roupão, com o qual me encosto a janela, a olhar as árvores que hoje parecem mais verdes, para este céu branco e para esta rua que ficou lavada.
Hoje não sinto que estou só, sinto saudades, mas não me sinto só. Este momento é tão completo, que tenho a sensação que estás aqui. Sinto-me bem, sinto-me.
Sopro para o vidro da janela e com ele embaciado escrevo o teu nome.